
Só agora eu sinto que a minhas asas eram maiores que as dele,
e que ele se contentava com o ares baixos:
eu queria grandes espaço, amplitudes azuis
onde meus olhos pudessem se perder
e meu corpo pudesse se espojar sem medo nenhum.
Queria e quero, ainda.
Voar junto com alguém, não sozinho.
Mas todos me parecem tão fracos,
tão assustados e incapazes de ir muito longe.
Talvez eu me engane,
e minhas asas sejam bem mais frágeis que meu ímpeto.
CAIO FERNANDO ABREU.
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